Pesquisas Revelam 16 Cargos que tem mais Pessoas Sofrendo de Sindrome do Esgotamento Profissional (Burnout). Veja se Você Compõe esta Lista de Risco

Bela sofria de sindrome do esgotamento profissional (Burnout). Ela não sabia dosar trabalho com vida pessoal.

A competitividade era um gatilho para ela viver a incessante busca de superação dos resultados mensais, a fim de ser “bem vista” nas reuniões de Diretoria do banco em que trabalhava.

Além da rigidez para cumprir este ideal, sobrava-lhe impaciência, necessidade exagerada de controlar as situações, dificuldade para tolerar frustração, delegar tarefas e trabalhar em grupo.

Faltava-lhe coragem para dizer algumas verdades. Além disso, era tentada a ser contrariada nos valores pessoais para se dar bem na carreira.

A situação foi se intensificando até que ela desenvolveu sindrome do esgotamento profissional (Burnout).

Você sabe de alguém que vive como a Bela?

Burnout

Leia este artigo e confira:

Sindrome esgotamento profissional

O que é sindrome do esgotamento profissional (Burnout)

O termo “Burnout“, batizado pelo psicanalista americano Herbert Freudenberger, deriva da expressão em inglês que significa queimar-se, como uma forma de dizer que quem sofre do problema é consumido pelo esgotamento profissional.

Sindrome do esgotamento mental

Quantos sintomas existem na sindrome do esgotamento profissional (Burnout)

Os sintomas são tentativas do corpo e da mente dar um basta no estresse prolongado no trabalho e tentar desligar o “piloto automático”.

O entusiasmo e a motivação do trabalho são transformados em:

  • Cansaço devastador;
  • Falta absoluta de energia;
  • Desinteresse e apatia;
  • Estresse;
  • Insônia;
  • Fadiga física e mental;
  • Dores de cabeça;
  • Problemas gástricos;
  • Mal-estar generalizado;
  • Falta de ar;
  • Taquicardia;
  • Aperto no peito;
  • Alergias;
  • Sudorese;
  • Tontura;
  • Perda do rendimento no trabalho;
  • Irritabilidade;
  • Oscilação de humor;
  • Falta de concentração;
  • Baixa auto-estima;
  • Despersonalização (sentimento de ser estranha a si mesma);
  • Sensação de fracasso;
  • Sentimento de incapacidade;
  • Falta de perspectiva em relação ao futuro;
  • Sensação de que a gratificação no trabalho não condiz com os esforços realizados;
  • Abuso de álcool, drogas, tabaco ou cafeína;
  • Cinismo e impaciência.

As pessoas vão desesperadas ao médico achando que estão tendo infarto, AVC, aneurisma e não dá nada nos exames, o que as deixam mais preocupadas ainda.

Síndrome do esgotamento profissional burnout

Quem está propenso a ter sindrome do esgotamento profissional (Burnout)

Conforme cita a Uol, estima-se que 30% dos trabalhadores brasileiros sejam portadores da sindrome do esgotamento profissional (Burnout), dentre eles a maioria mulheres.

O grupo de risco e as pessoas mais propensas a tê-la por ordem de criticidade (e comprovação nas pesquisas), são aquelas que:

1º LUGAR: Trabalham com proteção de pessoas a bens;

2º LUGAR:  Atuam com contato direto com pessoas;

3º LUGAR:  São expostas em excesso ao que causa sofrimento humano (risco, pressão e trânsito);

4º LUGAR:  São obrigadas a trabalhar fora de sua área;

5º LUGAR: Percebem que precisam abrir mãos de valores e princípios pessoais em prol da carreira.

Sindrome de esgotamento

As pessoas que nas últimas pesquisas foram mais cometidas de sofrerem sindrome do esgotamento profissional (Burnout) estavam em grande porcentagem nos seguintes cargos:

  • Professores;
  • Bancários;
  • Atendentes de telemarketing;
  • Policiais;
  • Bombeiros;
  • Seguranças;
  • Motoristas de ônibus urbano;
  • Controladores de voo;
  • Executivos;
  • Médicos;
  • Enfermeiros;
  • Carcereiros;
  • Oficiais de Justiça;
  • Assistentes sociais;
  • Advogados;
  • Jornalistas.

Sindrome do esgotamento fisico e mental

Quais são as fases de manifestação da sindrome do esgotamento profissional (Burnout)

As fases de manifestação da sindrome do esgotamento profissional (Burnout) são:

FASE 1 – Dedicação intensificada

Comprometimento extremo, com preferência de fazer tudo sozinha a qualquer hora do dia e da noite, com senso de urgência (imediatismo).

FASE 2 – Descaso pessoal

Atividades prazerosas como comer, dormir, namorar, sair, etc. começam a não ter prioridade.

FASE 3 – Recalque de conflitos

A pessoa percebe que algo não vai bem, mas não busca soluções para o problema. O ponto de vista dos familiares e amigos são vistos como mera implicância. Nesta fase iniciam os sintomas físicos.

Sindrome do esgotamento

FASE 4 – Reinterpretação dos valores

O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, atividades prazerosas, casa, família, filhos, amigos. O trabalho aqui é a única escolha prazerosa e favorável ao bem estar.

FASE 5 – Negação de problemas

Os outros não tem valor, são vistos como incapazes e com desempenho abaixo do seu. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes.

FASE 6 – Recolhimento social

Aqui existe o desinteresse e a recusa à socialização, mesmo entre família e amigos.

Síndrome de esgotamento profissional

FASE 7 – Mudança de humor

Dificuldade de aceitar certas brincadeiras com bom senso e bom humor.

FASE 8 – Despersonalização

Sensação de que se vive como se fosse robô em ”modo automático”, com ausência de emoções (boas e más). Como se observasse a vida através de um vidro, uma névoa, um filme. Por se sentir estranha a si mesma, evita o diálogo pessoal e direto, priorizando outros meios de comunicação como e-mails, mensagens, recados.

Burnout sindrome do esgotamento profissional

FASE 9 – Caos interior

Vazio interior e sensação de que tudo é complicado, difícil e desgastante.

FASE 10 – Depressão

Indiferença, desesperança, exaustão, sensação de que a vida, as pessoas, os momentos perderam a graça e o sentido.

FASE 11 – Colapso físico e mental

Experiência de paralisia e sensação de completa incapacidade.

Síndrome de burnout a doença do esgotamento profissional

Quando o esgotamento profissional torna-se doença

Se os sintomas forem recorrentes, afetarem o bem-estar e o andamento da rotina, o que geralmente acontece diante de doenças psíquicas, mentais ou comportamentais, é recomendável procurar ajuda.

Como tratar a sindrome do esgotamento profissional (Burnout)

Um excelente caminho para a Bela foi retirar este lema da sua vida: “Meu trabalho é a minha vida”.

Buscar outras formas de obter gratificação além do salário e descobrir hábitos saudáveis que lhe tragam prazer (mesmo os mais simples que não envolvem investimento) comprovadamente geram grande alívio no estresse e rompem a evolução nas fases de manifestação da sindrome do esgotamento profissional (Burnout).

Suas escolhas determinam a sua vida. Está feliz com a vida que tem? Não? Então mude suas escolhas diárias.

Sindrome do esgotamento burnout

Quando a pessoa sente que já não consegue sair do mal estar sozinha ou quando a sindrome do esgotamento profissional (Burnout) já está consolidada na vida da pessoa, apoio psicológico é fundamental.

Em alguns casos, o Psicólogo poderá recomendar acompanhamento psiquiátrico para fins de tratamento por meio de medicamentos controlados.

Reforço que é importante antes de fazer uso de medicamentos controlados, procurar um Psicólogo para avaliar a situação e verificar se é viável ou não a pessoa sofrer as consequências de um tratamento por meio de remédios voltados para este caso. Para saber mais sobre isso, clique aqui.

Em alguns casos é recomendado também o afastamento do trabalho. Para maiores informações sobre isso, clique aqui.

Esgotamento no trabalho

Porque tratar a sindrome do esgotamento profissional (Burnout)

A ansiedade, a depressão e a sindrome do esgotamento profissional (Burnout) provocam absenteísmo (faltas e ausências no trabalho, neste caso para realizar exames, consultas e licenças médicas), presenteísmo (as pessoas estão fisicamente no trabalho, mas com o pensamento longe), comprometendo o desempenho e os resultados.

Portanto, deixar de tratar tais doenças é, muitas vezes, dizer adeus à um cargo, um emprego, uma promoção, um cliente, um negócio, uma carreira brilhante e, até mesmo, à sua vida (já que enfrenta maior risco de erros e acidentes).

Mais de 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome de Burnout e já sentiram estes prejuízos em sua vida.

Creio que você não quer compor esta estatística, certo?

Desânino no trabalho Burnout

Confira alguns depoimentos

"Psiquiatra, remédios para depressão e para dormir eram comuns em minha vida. Campainhas, telefones, e-mails, etc. transformaram-se em pavor, acompanhado de um suor frio e mal estar geral. Atualmente sinto-me equilibrado e voltei a lecionar." Vitória

"Trabalhei como professora por 10 anos, mas chegou ao ponto deu não conseguir passar em frente a uma escola, não suportava ouvir os gritos dos alunos, tudo relacionado a escola me levava ao mal estar. Cheguei a jogar pedras no pátio de escolas. Através de um Psiquiatra, tomei remédio por anos para esquizofrenia quando, na verdade, sofria da síndrome Burnout. O que me curou foi acompanhamento psicológico e natureza. Comprei uma chácara no interior de Minas, dei um basta nos remédios e me livrei da bomba prestes a explodir…" Marta

Perguntas frequentes de quem sofre de sindrome do esgotamento profissional (Burnout)

Sindrome de Burnout

A depressão é sintoma da Síndrome de Burnout?

Se o esgotamento profissional não for tratado poderá desencadear a depressão, pelas inúmeras experiências de frustrações, fracassos, perdas e emoções fortes que não foram resolvidas.

A ansiedade está presente na Síndrome de Burnout ou são são duas doenças diferentes?

Esgotamento físico e mental e desânimo é sinal de Síndrome de Burnout.

Quando a pessoa tem os sintomas da Síndrome de Burnout e também o medo, a preocupação exagerada com o futuro tomam conta é sinal de que ambas estão presentes ao mesmo tempo: Ansiedade e a Síndrome de Burnout.

No entanto, vale dizer que nem todos que tem Síndrome de Burnout sofrem de ansiedade e nem todos que tem ansiedade sofrem de Síndrome de Burnout. Cada caso é um caso.

Para saber mais sobre a ansiedade, confira:

Artigo resumido em VÍDEO

 

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